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Ajuda humanitária enviada de Manaus chega à fronteira entre Brasil e Venezuela

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A ajuda humanitária enviada de Manaus para atender vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela na última semana já está na fronteira entre Brasil e Venezuela. O comboio terrestre com os donativos chegou ao município de Pacaraima, em Roraima, na tarde desta terça-feira (30), marcando mais uma etapa da operação coordenada para levar alimentos, medicamentos e itens essenciais às áreas mais afetadas pela tragédia.

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De acordo com o Exército Brasileiro, os caminhões alcançaram o pátio da Receita Federal por volta das 13h30, onde teve início a transferência da carga para veículos que seguirão viagem pelo território venezuelano. A ação reúne militares, órgãos de segurança e voluntários dos dois países para garantir que os suprimentos cheguem rapidamente às comunidades atingidas.

Operação mobiliza forças brasileiras e voluntários venezuelanos

A chegada do comboio desencadeou uma operação logística na cidade de Pacaraima. Militares do Exército Brasileiro atuam em conjunto com equipes do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal e da Polícia Militar de Roraima no descarregamento e organização dos donativos.

Do lado venezuelano, caminhões conduzidos por voluntários atravessam a fronteira para receber a carga e dar continuidade ao transporte até os locais afetados pelos abalos sísmicos.

O cronograma de distribuição começa pelo município de Santa Elena de Uairén. Em seguida, os materiais serão encaminhados para outras regiões atingidas, entre elas o estado de La Guaira e a capital Caracas, onde os terremotos provocaram grande destruição.

Comboio saiu de Manaus com apoio do Exército

A frota deixou Manaus nas primeiras horas da segunda-feira (29), após o carregamento realizado por equipes da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), com apoio do Exército Brasileiro.

A concentração ocorreu no 12º Batalhão de Suprimento, localizado no bairro Compensa, zona Oeste da capital amazonense. De lá, os veículos seguiram pela BR-174 até o estado de Roraima.

Segundo dados oficiais citados pela Prefeitura de Manaus, os terremotos já deixaram mais de 920 mortos, aproximadamente 3.360 pessoas feridas, incluindo duas vítimas brasileiras, além de centenas de desaparecidos.

O prefeito de Manaus, Renato Junior, afirmou que a chegada dos caminhões à fronteira representa um importante avanço da missão humanitária organizada pelo município.

“Ver esses caminhões chegando a Pacaraima e os voluntários venezuelanos prontos para levar a nossa ajuda a quem mais precisa traz um sentimento profundo de dever cumprido, mas a nossa missão continua. Essa operação, que desenhamos e coordenamos com tanto zelo aqui na prefeitura, é o reflexo de uma Manaus solidária e fraterna”, declarou.

Para viabilizar toda a operação, a prefeitura informou que manteve articulação institucional com representantes do governo da Venezuela, com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, além do Comando Militar da Amazônia (CMA) e da 1ª Brigada de Infantaria de Boa Vista.

Donativos incluem alimentos, água e medicamentos

A remessa enviada reúne 10 mil cestas básicas, cerca de 10 mil litros de água potável, 560 colchões, 300 kits de higiene e 5.520 unidades de produtos de limpeza.

A carga também transporta medicamentos destinados ao atendimento emergencial das vítimas. Entre os itens estão comprimidos de paracetamol, amoxicilina, cefalexina e sulfametoxazol, além de soro fisiológico, cloreto de sódio injetável, Ringer Lactato e sais para reidratação oral.

O objetivo é reforçar a assistência às unidades de saúde e às equipes que atuam nas regiões mais impactadas pelos terremotos.

Campanha de arrecadação continua em Manaus

Mesmo com o envio da primeira grande remessa, a Prefeitura de Manaus informou que a campanha de arrecadação permanece aberta.

Moradores, empresas e instituições podem contribuir com alimentos não perecíveis, água potável e produtos de higiene. As doações estão sendo recebidas no almoxarifado da Semasc, localizado na rua Leopoldo Péres, no bairro Petrópolis, zona Sul da capital.

A expectativa é ampliar o volume de ajuda humanitária destinada à população venezuelana e garantir a continuidade do atendimento às famílias afetadas pela tragédia.

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