Mais de meia tonelada da droga foi encontrada em uma embarcação no Rio Uaupés durante operação integrada na região de fronteira. Dois colombianos foram presos e levados para São Gabriel da Cachoeira.
A apreensão de 513 quilos de skank marcou mais uma ofensiva das forças de segurança contra o tráfico de drogas na região de fronteira do Amazonas. O entorpecente foi localizado em uma embarcação abordada durante patrulhamento no Rio Uaupés, um dos principais afluentes do Rio Negro, em uma ação integrada realizada pelo Exército Brasileiro no âmbito da Operação Jaguaretê.
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De acordo com o Comando Militar da Amazônia (CMA), a embarcação navegava na área de responsabilidade da 2ª Brigada de Infantaria de Selva quando foi interceptada por militares. Durante a fiscalização, foram encontrados 513 quilos da droga do tipo skank.
Ação integrada resultou na prisão de dois colombianos
Segundo o CMA, dois homens de nacionalidade colombiana transportavam a carga ilícita e foram detidos no local. Após a abordagem, ambos foram encaminhados pela Polícia do Exército à Delegacia Interativa de Polícia de São Gabriel da Cachoeira, onde prestaram depoimento e permanecem à disposição da Justiça.
A operação fez parte da Operação Jaguaretê, voltada ao reforço da fiscalização e ao combate ao crime organizado na faixa de fronteira da Amazônia.
Operação Jaguaretê reforça combate ao tráfico na fronteira
O Comando Militar da Amazônia destacou que a apreensão foi resultado da atuação conjunta entre diferentes forças de segurança que operam na região.
“O sucesso da interceptação reflete o empenho de uma força-tarefa composta por diferentes instituições de segurança. O trabalho ganhou o reforço estratégico de equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), garantindo o cerco fechado na fronteira”, informou o CMA.
Segundo o comando, a estratégia adotada durante a Operação Jaguaretê combina bloqueios, fiscalizações fluviais e presença ostensiva em pontos considerados estratégicos da região conhecida como Cabeça do Cachorro.
Ainda conforme o CMA, a atuação integrada entre o Exército e os órgãos federais e estaduais busca dificultar o avanço das organizações criminosas que utilizam os rios da Amazônia brasileira como rota para o transporte de drogas. A região do Rio Uaupés está entre os corredores utilizados pelo narcotráfico internacional devido à proximidade com a fronteira colombiana.
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