O mercado de bets no Brasil movimentou R$ 220,6 bilhões em depósitos de apostadores no ano passado. Desse total, R$ 183,7 bilhões retornaram aos usuários na forma de prêmios e bônus, enquanto cerca de R$ 37 bilhões ficaram com as casas de apostas como receita bruta.
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Os números constam em dados oficiais obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e registrados no Sistema de Gestão de Apostas, o Sigap, utilizado pelo governo federal para acompanhar e fiscalizar as empresas autorizadas a atuar no país.
Receita das casas superou limite de retenção
Os cerca de R$ 37 bilhões que não retornaram aos apostadores representaram 16,7% do valor depositado no período. Essa parcela corresponde à receita bruta obtida pelas empresas com as apostas e ficou acima do limite máximo de retenção de 15% previsto na lei que regulamentou o setor.
Os R$ 183,7 bilhões restantes foram destinados ao pagamento de prêmios e à oferta de bônus aos apostadores. Os dados, no entanto, ainda têm caráter preliminar, segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas, e podem sofrer alterações após os procedimentos de conferência e consolidação.
Na época, a receita bruta das casas de apostas foi tributada em 12%. A taxa passou para 13% neste ano e aumentará para 15% em 2018, após a elevação aprovada no final do ano passado.
Outubro concentrou o maior volume de apostas
O mês de outubro foi o período de maior movimentação entre as plataformas monitoradas. Foram registrados R$ 21,3 bilhões em depósitos, o maior valor mensal do ano.
Também foi em outubro que o número de brasileiros apostando alcançou o ponto mais alto. O levantamento registrou 10,82 milhões de apostadores no mês, enquanto a média mensal ao longo do ano foi de 9,25 milhões.
O acompanhamento é feito pelo Sigap, sistema usado pelo governo federal para fiscalizar as empresas autorizadas a operar no mercado brasileiro de apostas.
Sites foram suspensos por falta de informações
Nesta terça-feira, a Secretaria de Prêmios e Apostas determinou a suspensão de sites ligados a seis empresas do setor. A maior parte das medidas foi motivada pela falta de envio de informações ao sistema de monitoramento.
A decisão ocorre no mesmo período em que os dados revelam o volume movimentado pelas plataformas autorizadas no país e a dimensão da participação dos apostadores no mercado de bets no Brasil.
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