Moradores afirmam que ruas foram abertas, mas os serviços não avançaram. Poeira, buracos e entulhos afetam famílias e comerciantes
Moradores de bairros e comunidades de Iranduba denunciam que as obras de asfaltamento prometidas pela prefeitura estão paradas há mais de 30 dias. Segundo os relatos, nenhuma das ruas contempladas foi concluída, enquanto máquinas permanecem sem operação e vias abertas dificultam a circulação de veículos e pedestres.
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Há mais de 40 dias, durante uma reunião com moradores dos bairros Alto de Nazaré, São José, Mutirãozinho, Parque Caboclo e da comunidade do Janauari, o prefeito Augusto Ferraz teria afirmado que os recursos para o asfaltamento já estavam disponíveis e que os serviços seriam executados.
De acordo com os moradores, porém, as obras foram interrompidas devido à falta de pagamento da primeira parcela à empresa responsável.
Obras paradas em Iranduba afetam mobilidade
Na rua Beira Rio, no bairro Alto de Nazaré, localizado no distrito de Cacau Pirêra, moradores relatam que o pavimento existente foi retirado, deixando buracos, entulhos e uma grande quantidade de poeira. Em alguns trechos, segundo eles, a passagem de veículos ficou comprometida.
Uma moradora da rua do Igarapé, no mesmo bairro, afirma que a situação piorou depois do início dos serviços.
“O Augusto Ferraz veio aqui prometendo que ia asfaltar tudo. Tinha os buracos, mas não tinha poeira. Agora que tiraram o resto do asfalto, não conseguimos nem respirar. Está provado que ele é um mentiroso”, declarou.
No Parque Caboclo, o morador João Carlos criticou a forma como os trabalhos foram iniciados. Segundo ele, várias ruas foram abertas ao mesmo tempo, mas nenhuma recebeu o asfaltamento prometido.
“Em vez de asfaltar uma rua por vez, a prefeitura quebrou várias ao mesmo tempo e abandonou o serviço. Veículos não passam porque não tem largura e ainda deixaram muitos entulhos. Está difícil até sair de casa, e os moradores têm que fazer o trabalho que a prefeitura não faz”, afirmou.
Poeira prejudica saúde e comércio
Além dos problemas de mobilidade, comerciantes afirmam que a poeira tem prejudicado as vendas e provocado perdas de mercadorias. Dona Luci, que trabalha com salgados e outros alimentos, conta que não consegue mais instalar sua banca em frente de casa.
Ela também relata que sua mãe, que tem asma, passou a apresentar problemas de saúde com frequência por causa da poeira.
“Nem limpo mais a casa porque não adianta. Disseram que iam fazer asfalto, drenagem, e está pior. Antes ficasse com aquele asfalto e os buracos”, desabafou.
No bairro Mutirãozinho, seu Carlito, de 71 anos, também afirma ter sido afetado. Dono de um pequeno comércio e diagnosticado com asma, ele relata que ficou internado durante seis dias devido aos efeitos da poeira.
“O prefeito disse que as obras iam gerar emprego e renda. Em reunião, prometeu mil coisas. Que venha cumprir agora”, cobrou.
Comunidade do Janauari também cobra solução
Na comunidade do Janauari, localizada no quilômetro 18 da rodovia AM-070, moradores também reclamam da falta de avanço nos serviços. Eles temem que as condições das ruas fiquem ainda piores com a chegada do período chuvoso.
“Está horrível. Ele prometeu que ia resolver e nada fez. A situação vai piorar quando começar a chuva. A gente tem que reclamar antes da eleição, porque depois ele não vai nem lembrar das promessas”, declarou um morador.
Durante as reclamações, moradores também levantaram a suspeita de que recursos destinados às obras estariam sendo utilizados para fins eleitorais e para financiar a campanha da esposa do prefeito, apontada no texto como pré-candidata a deputada estadual.
A acusação não está acompanhada de documentos ou outras evidências no material fornecido e deve ser tratada como uma alegação dos moradores até que seja apurada e respondida pelos envolvidos.
“Sem asfalto, sem voto, jamais. Está atrasando a vida de todo mundo e muita gente está com problema na garganta e no nariz”, disse outra moradora.
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