Operação Papel Fantasma cumpre cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Tabatinga. Entre os alvos estão um cartório e um gabinete da Câmara Municipal.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Papel Fantasma, para combater um esquema suspeito de falsificação e comercialização de certidões de nascimento no município de Tabatinga, no interior do Amazonas. A investigação aponta a possível atuação de uma organização criminosa responsável pela produção e venda de documentos fraudulentos.
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Ao todo, são cumpridos 12 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Amazonas.
As buscas ocorrem em residências, no Cartório Extrajudicial do 2º Ofício de Tabatinga e em um gabinete parlamentar da Câmara Municipal. A PF não divulgou a identidade dos investigados.
Investigação identificou negociações de documentos falsos
As investigações começaram após a identificação de certidões suspeitas apresentadas por pessoas que tentavam obter documentação civil brasileira.
Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos durante as apurações indicam a existência de uma estrutura organizada para captar interessados, coletar informações pessoais, negociar pagamentos e produzir e entregar documentos falsificados.
A análise de aparelhos celulares apreendidos também revelou indícios de conversas envolvendo dados pessoais, valores cobrados pelos documentos e possíveis estratégias utilizadas para esconder as atividades ilegais.
Certidões falsas poderiam facilitar acesso a benefícios públicos
De acordo com a investigação, as certidões de nascimento fraudulentas poderiam servir como ponto de partida para a emissão irregular de outros documentos brasileiros.
A PF também investiga a possibilidade de utilização desses registros para obtenção indevida de serviços e benefícios públicos.
A Operação Papel Fantasma busca interromper a atuação do grupo investigado, identificar outros possíveis participantes e reunir novas provas a partir da análise dos materiais apreendidos.
Os envolvidos poderão responder, conforme a participação individual identificada nas investigações, pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa, além de outros delitos que eventualmente sejam constatados.
Até a divulgação das informações da operação, a Polícia Federal não havia revelado os nomes dos investigados.
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