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Amazonas tem um dos menores rendimentos domiciliares do Norte, aponta IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (28), os valores do rendimentos domiciliares per capita de 2023 para o Brasil e as unidades da federação. No Amazonas, o valor ficou em R$ 1.172, abaixo da média nacional de R$ 1.893. O estado com o menor rendimento foi o Maranhão, com R$ 945, enquanto o Distrito Federal registrou o maior valor, R$ 3.357.

A pesquisa, realizada por meio da PNAD Contínua, considera os rendimentos brutos provenientes do trabalho e outras fontes, incluindo benefícios sociais e aposentadorias. Os dados são fundamentais para o cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE), recurso destinado à distribuição de receitas entre os estados.

📊 Rendimentos domiciliares per capita na Região Norte

🔹 Amazonas: R$ 1.172
🔹 Rondônia: R$ 1.527
🔹 Acre: R$ 1.095
🔹 Roraima: R$ 1.425
🔹 Pará: R$ 1.282
🔹 Amapá: R$ 1.520
🔹 Tocantins: R$ 1.581

Os números mostram que o Amazonas teve o segundo menor rendimento da região Norte, ficando à frente apenas do Acre.

📌 Importância dos dados para políticas públicas

O levantamento do IBGE serve como base para a implementação de políticas sociais e econômicas. O rendimento domiciliar per capita influencia programas como o Bolsa Família, além de ser um dos critérios para repasses federais aos estados e municípios.

Os dados completos podem ser acessados no portal do IBGE (www.ibge.gov.br).

Para que serve o índice de rendimento per capita?

O índice de rendimento per capita é fundamental para a divisão dos recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Sua divulgação segue a Lei Complementar 143/2013, que determina os critérios para a distribuição dos valores entre os estados.

Os dados são repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por calcular quanto cada estado receberá da União. A regra básica é simples: quanto menor o rendimento per capita, maior o repasse de recursos.

A distribuição do FPE por região segue a seguinte divisão:

✅ Nordeste – 52,46%
✅ Norte – 25,37%
✅ Centro-Oeste – 7,17%
✅ Sudeste – 8,48%
✅ Sul – 6,52%

Esse sistema busca equilibrar o desenvolvimento regional, garantindo mais investimentos para estados com menor capacidade financeira.

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