A conta de luz no Amazonas passa por um novo reajuste tarifário válido a partir desta terça-feira, dia 26 de maio. A mudança, homologada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), afeta a maioria dos consumidores residenciais, comerciais e industriais atendidos pela concessionária Âmbar Energia, empresa que sucedeu a antiga Amazonas Energia. O impacto médio percebido em todo o estado será de 6,58%, variando conforme a categoria de consumo.
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Para a maior parte dos clientes de baixa tensão, o que engloba residências, propriedades rurais e pequenos comércios, o acréscimo estabelecido é de 3,79%. Quando observada especificamente a categoria residencial B1, que inclui casas e apartamentos, o índice fixado foi de 3,77%. Em contrapartida, os grandes consumidores conectados em média e alta tensão, como hospitais, shoppings e indústrias, registrarão a maior alta, com um índice de 13,24%.
Fatores que impulsionaram o aumento da energia elétrica
De acordo com as justificativas apresentadas pela Aneel, a revisão dos valores foi impulsionada majoritariamente pela elevação dos custos associados à compra e ao transporte da eletricidade, além do peso dos encargos setoriais incidentes sobre o segmento.
A agência reguladora ressaltou que o percentual de reajuste poderia ter sido superior. O impacto nas contas foi atenuado devido à antecipação de R$ 735 milhões decorrentes da repactuação de cotas de Uso de Bem Público (UBP), um mecanismo previsto na legislação vigente que serviu para amortecer a elevação final das tarifas.
Impacto do reajuste tarifário no orçamento dos consumidores
A Âmbar Energia possui atualmente uma base de atendimento de aproximadamente 1,06 milhão de unidades consumidoras distribuídas pelo território amazonense. A atualização nos valores ocorre anualmente, cumprindo as cláusulas dispostas no contrato de concessão firmado para a prestação do serviço de distribuição.
Diante da nova realidade tarifária, a população busca alternativas para conter os gastos mensais. Relatos de moradores locais apontam para uma rotina rigorosa de racionamento doméstico, que envolve hábitos como desligar lâmpadas em cômodos vazios, evitar o uso de aparelhos de micro-ondas e restringir o funcionamento de sistemas de ar-condicionado para tentar proteger o orçamento familiar no encerramento do mês.
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