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Conter uso ilegal de IA nas eleições é desafio do TSE, diz Nunes Marques

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O ministro Kassio Nunes Marques assumiu nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um posicionamento firme sobre as novas tecnologias. Em seu discurso de posse, o magistrado destacou que a principal missão da Corte para o pleito de outubro será o combate ao uso abusivo e ilegal da IA nas eleições. Segundo o novo presidente, a integridade do processo democrático depende da vigilância constante contra ferramentas tecnológicas que possam manipular a vontade do cidadão ou distorcer a realidade dos fatos.

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O impacto dos algoritmos e a proteção da democracia

Durante a cerimônia, Nunes Marques ressaltou que as disputas políticas contemporâneas não ocorrem mais apenas nas ruas, mas ocupam massivamente o ambiente digital. Ele alertou que a utilização inadequada da inteligência artificial representa uma ameaça direta à soberania do voto. De acordo com o ministro, vivemos em uma era onde as campanhas precisam atravessar algoritmos complexos antes de chegar ao conhecimento público, o que exige do tribunal uma postura proativa.

Vale lembrar que, em março deste ano, o TSE já havia aprovado resoluções específicas para limitar a propaganda produzida por máquinas. Essas normas visam evitar que conteúdos sintéticos, como áudios e vídeos manipulados, sejam utilizados para confundir o eleitorado ou destruir reputações de forma desleal durante o período de campanha.

Transparência e o combate ao uso ilegal de IA nas eleições

Para garantir o sucesso da votação de outubro, o magistrado defendeu que o eleitor seja mantido como o verdadeiro protagonista do sistema. Ele classificou o pleito como um dos mais importantes desde a redemocratização do país, exigindo que o TSE cumpra rigorosamente seu papel de organizar, orientar e fiscalizar cada etapa. O compromisso firmado é o de entregar eleições limpas, onde a transparência prevaleça sobre qualquer tentativa de interferência tecnológica externa.

O ministro reforçou que o voto representa a dignidade democrática e o pertencimento cívico da população. Por isso, a fiscalização sobre o uso de tecnologias digitais será intensificada para assegurar que a disputa ocorra dentro da legalidade e da paridade de armas entre os candidatos.

Defesa das urnas eletrônicas e perfil da nova gestão

Além da preocupação com a tecnologia de informação, Nunes Marques fez uma defesa enfática do sistema eletrônico de votação brasileiro. Ele descreveu as urnas como um patrimônio institucional da democracia e afirmou que o mecanismo de recepção e apuração de votos do Brasil é o mais avançado do mundo. Essa segurança técnica é vista como o alicerce necessário para enfrentar os novos desafios digitais.

Natural de Teresina, o novo presidente do TSE tem 53 anos e uma trajetória marcada pela atuação na advocacia, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. Ele assume o comando da Corte tendo como vice-presidente o ministro André Mendonça. Juntos, os magistrados coordenarão a eleição que definirá os novos ocupantes da Presidência da República, governos estaduais e cadeiras no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas.

Com o início desta gestão, a Justiça Eleitoral sinaliza ao país que estará atenta às inovações, mas sem permitir que o progresso técnico se sobreponha à ética e à liberdade de escolha do povo brasileiro.

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