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Em Parintins, Roberto Cidade entrega R$ 2,2 milhões para produtores que preservam a floresta

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Iniciativa coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Pnud remunera 282 famílias que mantêm a vegetação nativa preservada por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, entregou nesta quinta-feira (25) o Cheque Verde, no município de Parintins, com investimento de R$ 2,2 milhões destinado a produtores rurais que mantêm áreas de floresta preservadas. A ação faz parte do Projeto Floresta+ Amazônia, iniciativa voltada ao Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

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Ao todo, 282 produtores rurais foram contemplados com R$ 2.255.539,60. O programa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), executado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e operacionalizado no Amazonas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

O recurso tem como objetivo remunerar agricultores familiares e pequenos produtores que contribuem para a conservação da vegetação nativa em suas propriedades.

Floresta+ Amazônia reconhece produtores pela conservação ambiental

Durante a entrega, Roberto Cidade destacou que o programa representa o reconhecimento aos produtores que ajudam a manter a floresta preservada e reforçou a importância das políticas ambientais no estado.

“Que a gente possa trazer mais benefícios para essas pessoas que preservam a nossa floresta e o Ipaam está sendo fundamental, com mais de dois milhões de investimentos”, afirmou o governador.

Os valores repassados são provenientes do Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund – GCF), uma das principais fontes internacionais de financiamento para ações contra as mudanças climáticas. A cerimônia contou com a presença do vice-governador Serafim Corrêa, da primeira-dama Thaisa Cidade, autoridades municipais e estaduais, representantes do governo federal e organismos internacionais envolvidos no projeto.

Programa já protege mais de 8 mil hectares de floresta em Parintins

Representando o Ministério do Meio Ambiente, o coordenador-geral de Instrumentos Econômicos para o Controle do Desmatamento, João Mourão, explicou que os recursos são resultado de políticas de redução do desmatamento e chegam diretamente às famílias que atuam na preservação da Amazônia.

Segundo a coordenadora local do Projeto Floresta+ Amazônia e representante do Pnud, Julia Linhares, os produtores beneficiados em Parintins conservam uma área superior a 8 mil hectares de floresta.

O projeto está em execução no Amazonas há quatro anos e tem desenvolvido ações de regularização ambiental para ampliar o número de agricultores aptos a receber os pagamentos.

Ipaam destaca ampliação dos benefícios para agricultores

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, afirmou que a entrega fortalece as políticas públicas de conservação e valoriza produtores que adotam práticas sustentáveis. Além dos pagamentos, os participantes receberam certificados de reconhecimento pela contribuição na manutenção dos serviços ambientais.

A expectativa é que novos produtores sejam incluídos no programa. Entre os dias 15 e 19 de junho, um mutirão de regularização ambiental realizado em Parintins atendeu 430 agricultores familiares e pequenos produtores. Desse total, cerca de 80% devem avançar para a etapa de análise de elegibilidade do Pagamento por Serviços Ambientais.

Pagamentos podem chegar a R$ 28 mil por produtor

Por meio do PSA, os produtores contemplados podem receber valores anuais entre R$ 1,5 mil e R$ 28 mil, conforme critérios como área preservada, perfil produtivo e características do imóvel rural.

A iniciativa busca transformar a conservação da floresta em uma atividade economicamente valorizada, incentivando o desenvolvimento sustentável na Amazônia.

Um dos beneficiados é o agricultor Gessyl Brelaz, de 74 anos, proprietário do sítio São Raimundo, na estrada da Vila Amazônia. Ele afirmou que o incentivo representa o reconhecimento de décadas de preservação.

“Eu vou receber em torno de 25 mil pela preservação do meio ambiente, porque desde que comecei nunca destruí nada, sempre preservei”, declarou o produtor.

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