A disputa presidencial entrou na fase oficial neste domingo (16), com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em atos nos respectivos berços eleitorais. Lula abriu a campanha no Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), palco de sua trajetória sindical no fim dos anos 1970. Flávio reuniu apoiadores no Posto 5 de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). A largada vem dois dias depois da nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada na sexta (14), que aponta Lula com 38% no primeiro turno e Flávio com 31%, além de vantagem de 43% a 40% na simulação de segundo turno entre os dois.
Três movimentos da pesquisa merecem atenção:
O teto do Lula: O presidente aparece travado em 43-44% em todos os quatro cenários de 2º turno, independentemente do adversário, enquanto todos os oponentes (Flávio, Caiado, Renan Santos, Zema) subiram desde dezembro. A eleição está se decidindo pelo teto do desafiante, não pelo piso do Lula.
O enrijecimento precoce do voto: 69% já dizem que a escolha é definitiva, contra 56% em março — o eleitorado cristalizou mais de um ano antes do pleito.
A fragmentação da direita na autoidentificação: “direita não bolsonarista” (21%) é quase o dobro de “bolsonarista” (12%), mas no voto 70% da direita não bolsonarista já migra para Flávio, ou seja, a identidade se fragmenta, o voto não.


