O novo edital de bioeconomia na Amazônia promete ampliar o investimento em soluções sustentáveis para a região ao destinar R$ 107,1 milhões a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados à sociobioeconomia. A iniciativa reúne recursos do Fundo Amazônia e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e busca fortalecer cadeias produtivas que conciliem geração de renda, conservação ambiental e desenvolvimento regional.
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Esta é a primeira chamada do Programa Desafios da Amazônia, que prevê investimento total de R$ 150 milhões em diferentes etapas. A expectativa é apoiar entre nove e 12 projetos de grande porte, capazes de gerar conhecimento científico e soluções aplicáveis aos desafios econômicos e ambientais da floresta.
Recursos podem chegar a R$ 10 milhões por projeto
Cada proposta selecionada poderá receber entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões provenientes do Fundo Amazônia. Com a participação financeira das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), o valor destinado a cada iniciativa poderá alcançar R$ 10 milhões.
Os projetos terão duração máxima de 36 meses e deverão apresentar alternativas inovadoras para fortalecer atividades econômicas baseadas no uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia. A proposta é incentivar pesquisas que gerem impacto econômico, social e ambiental, contribuindo para o desenvolvimento da região sem comprometer a conservação da floresta.
Edital prioriza cinco desafios da sociobioeconomia
As linhas de pesquisa contempladas pelo edital foram definidas com foco em cadeias produtivas consideradas estratégicas para a Amazônia.
Entre os temas previstos estão a expansão sustentável da cadeia do açaí nativo, a valorização da castanha-da-amazônia e de outros produtos florestais não madeireiros, além do fortalecimento da produção de cacau associado à conservação e à restauração dos ecossistemas.
Também fazem parte da chamada iniciativas voltadas ao fortalecimento da cadeia do babaçu e de outras atividades ligadas à sociobiodiversidade na faixa de transição entre Amazônia e Cerrado, assim como projetos direcionados ao desenvolvimento da economia das águas por meio do manejo sustentável dos recursos pesqueiros.
A proposta é estimular soluções que possam ampliar o valor agregado desses produtos, incentivar modelos produtivos sustentáveis e fortalecer comunidades que dependem diretamente dos recursos naturais da região.
Inscrições seguem abertas até setembro
As instituições interessadas em participar da seleção têm até o dia 1º de setembro, às 18h, no horário de Brasília, para enviar as propostas por meio do sistema SIGCONFAP.
O edital representa o primeiro passo do Programa Desafios da Amazônia e busca incentivar a produção científica e tecnológica voltada às necessidades da floresta, aproximando universidades, centros de pesquisa e instituições de fomento na construção de soluções para uma economia baseada na biodiversidade amazônica.
Ao concentrar recursos em projetos de maior escala, a expectativa é impulsionar iniciativas capazes de gerar inovação, fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar as oportunidades de desenvolvimento socioeconômico na região.
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