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Estudo: 60% das empresas não estão prontas para equipes formadas por humanos e agentes de IA

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Com os agentes de IA assumindo um papel cada vez mais central no planejamento das corporações brasileiras, a tecnologia deixou de ser apenas um horizonte distante. Contudo, o avanço impõe um novo patamar operacional: a integração de fluxos híbridos de trabalho. Um estudo recente desenvolvido pela Skyone em parceria com a MIT Technology Review Brasil aponta que cerca de 60% das organizações (especificamente 59%) declaram não possuir o preparo necessário para gerenciar equipes constituídas por humanos e agentes de IA nos próximos doze meses.

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O levantamento, que colheu percepções de 265 líderes e especialistas ligados aos setores de tecnologia, inovação, negócios e recursos humanos, expõe um descompasso claro entre a intenção estratégica e a execução prática. Embora a quase totalidade dos entrevistados (99%) reconheça que esses sistemas inteligentes desempenharão um papel vital no ambiente corporativo dentro de um horizonte de três anos, as estruturas atuais revelam sérios gargalos orçamentários e operacionais.

O desafio estrutural além da tecnologia

De acordo com os dados apresentados, a ausência de um planejamento financeiro direcionado é uma das principais barreiras para a consolidação dessas ferramentas. O diagnóstico indica que 57% das empresas mapeadas ainda não estipulam um orçamento específico voltado à inteligência artificial. Adicionalmente, 74% das instituições admitem encontrar-se em estágios que variam do inicial ao intermediário no que tange à adoção prática desses novos recursos digitais.

A problemática central, conforme indica o mapeamento, ultrapassa a mera aquisição de softwares avançados. Os entraves mais complexos residem na arquitetura de processos e na governança interna. Cerca de 40% das lideranças relatam dificuldades severas devido à falta de integração entre as áreas departamentais, enquanto 46% apontam uma cisão operacional crônica entre os setores de tecnologia da informação e as frentes de negócios. Há também um déficit na sustentação tecnológica: 59% dos participantes admitem que suas empresas carecem de infraestrutura de dados adequada para suportar projetos de grande escala.

A reconfiguração das lideranças para gerir humanos e agentes de IA

Diante da consolidação dos assistentes automatizados, copilotos e sistemas autônomos, a transformação digital passa a demandar envolvimento direto do escalão executivo. Especialistas apontam que a gestão de ecossistemas compostos por humanos e agentes de IA exige que os gestores compreendam profundamente o impacto dessas soluções nos indicadores de produtividade, na jornada do cliente e na competitividade de mercado, indo além da delegação técnica tradicional aos departamentos de TI.

A necessidade de formulação de diretrizes claras sobre o valor gerado pela tecnologia e a mensuração de resultados tangíveis altera, por consequência, o perfil exigido dos profissionais do mercado. Habilidades marcadamente humanas passam a ser ainda mais requisitadas para equilibrar a balança operacional.

O fator humano diante da elevação da régua corporativa

O papel das equipes humanas não é anulado pela chegada dos assistentes virtuais cotidianos, mas passa por um processo de refinamento analítico. A inteligência computacional assume a velocidade de execução, relatórios complexos, cruzamentos massivos de dados e automações repetitivas, ao passo que o discernimento estratégico permanece sob controle dos indivíduos.

A tendência sinaliza que a concorrência direta com os sistemas inteligentes dará lugar à habilidade de colaborar com eles. Profissionais que unirem o domínio de suas respectivas áreas de negócios à capacidade analítica de extrair o melhor das ferramentas digitais encontrarão maior relevância. Competências comportamentais, pensamento crítico, curiosidade intelectual e rápida adaptabilidade surgem como os verdadeiros diferenciais competitivos em um mercado onde, visivelmente, o nível de exigência técnica e analítica tornou-se consideravelmente mais elevado.

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