A Prefeitura de Manaus deu um passo fundamental na construção de um novo marco arquitetônico na zona Leste da cidade. Nesta semana, as equipes de engenharia iniciaram a subida da cúpula da Oca Niemeyer, estrutura central do Parque Encontro das Águas Rosa Almeida. Localizado no bairro Colônia Antônio Aleixo, o projeto avançou com a aplicação dos primeiros 54 metros cúbicos de concreto, marcando o começo de uma fase complexa que exigirá precisão estrutural e técnica para moldar as curvas características do renomado arquiteto brasileiro.
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A cúpula, que se tornará um dos símbolos do complexo, terá uma área total de 640 metros quadrados ao ser concluída. No total, o volume de concreto utilizado chegará a 430 metros cúbicos. Com um perímetro de 90 metros e paredes que alcançam 60 centímetros de espessura, a execução ocorre de forma escalonada. A cada etapa vencida, a estrutura ganha um metro de altura, garantindo a sustentação necessária para o formato monumental da edificação.
Cronograma e ritmo das obras no Parque Encontro das Águas
De acordo com o engenheiro responsável pela execução, Leandro Ladeira, o planejamento atual prioriza a segurança e a cura do material. As duas fases iniciais demandam um intervalo maior devido à montagem das formas internas e externas. A primeira concretagem exige um período de sete dias antes da retirada dos moldes. No entanto, para otimizar o tempo, a equipe utiliza dois jogos de formas simultâneos, permitindo que a montagem do próximo anel ocorra enquanto o anterior atinge a resistência necessária.
A expectativa é de que o ritmo de trabalho seja intensificado após a conclusão do segundo anel, prevista para a próxima semana. A partir da terceira etapa de concretagem, o intervalo entre os novos segmentos deve ser reduzido para apenas três ou quatro dias. Esse avanço gradual é essencial devido à inclinação e ao peso da estrutura, que necessita de suporte constante durante o processo de solidificação.
Um novo polo turístico e cultural para Manaus
O diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antonio Peixoto, ressaltou que o empreendimento foi concebido para ser o maior parque turístico da capital. Além da importância arquitetônica, por ser a primeira obra assinada por Oscar Niemeyer no Amazonas, o local oferece uma visão privilegiada do fenômeno hidrológico onde os rios Negro e Solimões se encontram sem se misturar.
O complexo ocupará uma área superior a 120 mil metros quadrados, integrando preservação ambiental e lazer. Além da oca multiuso, o projeto contempla a instalação de restaurantes, quiosques, trilhas ecológicas e áreas destinadas à contemplação da natureza. A acessibilidade plena também é um pilar do projeto, assegurando que todos os visitantes possam desfrutar do mirante e das instalações de convivência.
O legado de Oscar Niemeyer na Amazônia
Oscar Niemeyer, que faleceu em 2012 aos 104 anos, deixou um legado mundial pautado pelo uso inovador do concreto armado e pelas linhas sinuosas. No projeto do Encontro das Águas, essas características são harmonizadas com a paisagem amazônica, criando um diálogo entre a rigidez da engenharia e a fluidez das águas. O parque não apenas valoriza o patrimônio urbano, mas também coloca Manaus na rota da arquitetura internacional, transformando uma área histórica da zona Leste em um centro de efervescência cultural e valorização paisagística.
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