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Parceria financia pesquisas sobre biodiversidade na Amazônia

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica estratégico para impulsionar os estudos sobre a biodiversidade na Amazônia. A iniciativa estabelece um sistema de cofinanciamento para projetos aprovados no âmbito do Programa SinBiose (Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos). O objetivo principal é fortalecer a articulação entre as esferas federal e estadual, garantindo o suporte financeiro necessário para a produção de conhecimento científico direcionado à conservação e aos serviços ecossistêmicos da região.

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Com vigência estabelecida para cinco anos, o acordo ampara propostas submetidas na Chamada CNPq/MMA/CONFAP/FAPs nº 15/2025. O suporte financeiro e institucional é direcionado de forma exclusiva a estudos liderados por cientistas vinculados a instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Amazonas.

Ciência aplicada às políticas públicas ambientais

A integração entre as agências de fomento busca estreitar os laços entre a produção acadêmica e a gestão governamental. Segundo Marisa Mamede, secretária executiva do SinBiose no CNPq, a cooperação interinstitucional amplia as possibilidades de aplicar evidências científicas robustas na resolução de problemas complexos, gerando impactos positivos diretos na sociedade e embasando decisões governamentais.

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, ressalta que o engajamento da fundação reafirma o compromisso estadual com as demandas estratégicas da região. A gestora aponta que o programa potencializa a transformação de dados sobre ecossistemas, clima e sociobioeconomia em subsídios estruturados para a formulação de políticas públicas e para o aprimoramento da gestão ambiental, a partir do cruzamento de diferentes saberes e bases de dados.

Monitoramento de áreas alagáveis no Amazonas

No plano prático, o primeiro projeto beneficiado no estado pelo acordo é o “PULSAmazônia” (Os rios comandam a vida: síntese de conhecimento sobre as áreas alagáveis amazônicas para estimativa e monitoramento de impactos). A coordenação dos trabalhos está a cargo da pesquisadora Camila Cherem Ribas, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

A pesquisa tem como foco central unificar e sintetizar o conhecimento existente sobre as planícies de inundação da floresta. O esforço científico visa aperfeiçoar as ferramentas de análise e acompanhamento das transformações ecológicas em um dos ambientes mais dinâmicos do bioma, fornecendo diagnósticos precisos sobre os impactos ambientais na localidade.

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