Campanha do presidente estabeleceu prazo até as 11h desta quinta-feira (22) para que o senador também autorize a divulgação dos dados dele e de seus familiares
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que o presidente aceitou as condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares. O anúncio foi feito pelo coordenador da campanha petista, Camilo Santana, que estabeleceu até as 11h desta quinta-feira (22) o prazo para que o adversário cumpra o mesmo compromisso.
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Segundo Camilo, Lula não se opõe às exigências apresentadas por Flávio, desde que o candidato do PL também autorize a divulgação de todas as informações solicitadas no requerimento protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE”, declarou o coordenador.
Camilo informou que comparecerá ao TSE às 11h de quinta-feira para protocolar a resposta de Lula. O mesmo horário foi estabelecido como limite para que Flávio autorize a abertura dos sigilos bancário e telefônico dele e de seus familiares.
“É o prazo que ele vai ter para estar lá e abrir todo seu sigilo bancário e telefônico. Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, afirmou.
O segundo turno das eleições está marcado para domingo (25).
Proposta de quebra de sigilos surgiu em debate eleitoral
O compromisso de autorizar a quebra dos sigilos foi apresentado por Lula durante o primeiro debate entre os dois candidatos, realizado no domingo (18). Na ocasião, o presidente afirmou que aceitaria tornar públicos seus dados bancários e telefônicos, assim como os de sua esposa e de seus filhos, desde que Flávio fizesse o mesmo em relação a si próprio e a seus familiares.
A proposta, segundo Lula, teria como objetivo esclarecer quem age corretamente e quem está envolvido em irregularidades.
Na terça-feira (20), o candidato do PT esteve no Tribunal Superior Eleitoral e apresentou um requerimento autorizando a divulgação dos dados, condicionada à adesão de Flávio Bolsonaro ao mesmo procedimento.
A campanha petista aguardou o posicionamento do adversário antes de anunciar a aceitação das condições adicionais apresentadas por ele.
Flávio Bolsonaro apresentou exigências adicionais
Nesta quarta-feira (21), Flávio Bolsonaro afirmou que aceitaria a proposta, desde que Lula ampliasse o alcance das informações submetidas à análise.
Entre as exigências do candidato do PL está a inclusão dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, no levantamento relacionado à quebra de sigilo.
Flávio também pediu que fossem divulgados os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto. Outra condição apresentada foi a quebra dos sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula.
O candidato do PL apresentou ainda outras condições para concordar com a iniciativa. De acordo com Camilo Santana, Lula aceitou todas as exigências.
Campanha de Lula cobra cumprimento antes do segundo turno
Ao anunciar a decisão, o coordenador da campanha petista voltou a cobrar que Flávio Bolsonaro cumpra o compromisso assumido publicamente durante a disputa eleitoral.
“Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, declarou Camilo Santana.
A campanha de Lula informou que formalizará a resposta no TSE na manhã de quinta-feira (22). O prazo estabelecido busca garantir que a questão seja resolvida antes do segundo turno, previsto para domingo (25).
Até o momento descrito nas declarações da campanha petista, a cobrança para que Flávio apresente a autorização dentro do prazo permanecia como o próximo passo do impasse entre os candidatos.
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