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Canetas emagrecedoras têm descontos de até 48% em 2026

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Programas oferecidos pelos fabricantes reduzem os preços de Ozempic, Wegovy, Mounjaro, Ozivy e outros medicamentos vendidos no Brasil

As canetas emagrecedoras ganharam espaço no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 por auxiliarem no controle da glicemia e promoverem uma redução significativa do peso corporal. Dependendo do princípio ativo, da dosagem e do acompanhamento clínico, alguns pacientes podem perder mais de 20% do peso ao longo do tratamento.

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Apesar dos avanços terapêuticos, o preço desses medicamentos ainda limita o acesso de grande parte da população. Para reduzir o custo, fabricantes mantêm programas que oferecem descontos e condições especiais para pacientes com prescrição médica.

Em alguns casos, os benefícios abrangem os três primeiros meses de tratamento e reduzem quase pela metade o valor inicialmente anunciado. Os preços, porém, podem variar conforme a farmácia, o canal de compra, a disponibilidade e a tributação aplicada em cada estado.

Quais canetas emagrecedoras estão disponíveis no Brasil

O mercado brasileiro possui medicamentos à base de semaglutida, liraglutida e tirzepatida. Embora sejam popularmente chamados de canetas para emagrecer, nem todos têm indicação em bula para obesidade.

A Novo Nordisk comercializa o Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e o Wegovy, aprovado para controle crônico do peso. Em parceria com a Eurofarma, também disponibiliza o Extensior e o Poviztra, produtos à base de semaglutida com propostas semelhantes às dessas marcas.

A EMS lançou o Ozivy, semaglutida indicada em bula para diabetes tipo 2. A empresa também possui o Lirux e o Olire, desenvolvidos com liraglutida.

No segmento da tirzepatida, o medicamento autorizado é o Mounjaro, produzido pela Eli Lilly. O produto atua sobre os receptores de GIP e GLP-1 e é vendido em diferentes dosagens.

O uso de qualquer uma dessas opções depende de avaliação profissional. Quando um remédio é prescrito para uma finalidade diferente daquela prevista em bula, a indicação é considerada off label e deve ser decidida individualmente pelo médico.

Ozivy oferece pacote promocional pela EMS

O Ozivy chegou ao mercado com preços a partir de R$ 452, segundo os valores divulgados no lançamento. A fabricante estima que o produto seja aproximadamente 30% mais barato do que o Ozempic original.

Por meio do programa Vida + Leve, da EMS Saúde, pacientes cadastrados podem adquirir o equivalente aos três primeiros meses de tratamento por R$ 863,23. O gasto médio, nesse período, fica em aproximadamente R$ 287 por mês.

Depois da etapa inicial, a caneta de 1 mg passa a custar R$ 498 dentro do programa. Os primeiros mil pacientes cadastrados também poderão receber acompanhamento nutricional.

Para participar, é necessário passar por avaliação médica, obter uma prescrição válida e fazer o cadastro no portal do programa. O Ozivy está indicado em bula para diabetes tipo 2, embora possa ser receitado por médicos de forma off label para obesidade.

EuroCuida reduz preços de Poviztra e Extensior

A Eurofarma anunciou novos valores para Poviztra e Extensior dentro do programa EuroCuida. A redução pode chegar a 48% em comparação com os preços anteriormente divulgados.

No caso do Poviztra, indicado para controle do peso, o kit inicial com uma caixa de 0,25 mg e outra de 0,5 mg passa a custar R$ 590. As doses são geralmente usadas nos dois primeiros meses da fase de adaptação.

A caixa de 1 mg, correspondente ao terceiro mês, teve o preço reduzido de R$ 599 para R$ 309. Com isso, o gasto total dos três primeiros meses cai de R$ 1.198 para R$ 899.

Para compras separadas, os valores promocionais informados são:

  • Poviztra 0,25 mg por R$ 445, ante R$ 744
  • Poviztra 0,5 mg por R$ 445, ante R$ 819
  • Poviztra 1 mg por R$ 490, ante R$ 849

O Extensior, indicado para diabetes tipo 2, também terá descontos durante os três primeiros meses. O custo total do período passa de R$ 998 para R$ 708.

Separadamente, a caneta com doses de 0,25 mg e 0,5 mg cai de R$ 819 para R$ 445. Já a apresentação de 1 mg passa de R$ 849 para R$ 490. A Eurofarma informou que o programa poderá ser ampliado, mas ainda não divulgou uma data.

Ozempic e Wegovy têm descontos no NovoDia

A Novo Nordisk oferece preços especiais por meio do Programa NovoDia. Os valores mais baixos são encontrados no comércio eletrônico, enquanto as lojas físicas podem cobrar entre R$ 50 e R$ 100 a mais, dependendo da apresentação.

Os preços online informados para o Wegovy são:

  • 0,25 mg por R$ 899
  • 0,5 mg por R$ 975
  • 1 mg por R$ 999
  • 1,7 mg por R$ 1.399
  • 2,4 mg por R$ 1.749

Sem o benefício, as apresentações de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg chegam a R$ 1.314. A dose de 1,7 mg custa até R$ 1.969, enquanto a de 2,4 mg pode alcançar R$ 2.532.

Para o Ozempic, a caneta que reúne as doses de 0,25 mg e 0,5 mg custa R$ 975 no e-commerce, contra R$ 1.314 sem desconto. A versão de 1 mg sai por R$ 999. Nas lojas físicas, os valores ficam em torno de R$ 1.075 e R$ 1.099, respectivamente.

Mounjaro tem condições especiais da Eli Lilly

O Programa Lilly Melhor Para Você oferece descontos nas caixas de Mounjaro com quatro aplicadores. Os valores online começam em R$ 1.422,52 para a dose de 2,5 mg e aumentam conforme a concentração.

No comércio eletrônico, os preços são de R$ 1.779,43 para 5 mg, R$ 2.299 para 7,5 mg, R$ 2.699 para 10 mg, R$ 3.199 para 12,5 mg e R$ 3.499 para 15 mg.

Nas lojas físicas, os respectivos valores são R$ 1.523,79, R$ 1.880,56, R$ 2.399, R$ 2.799, R$ 3.299 e R$ 3.599.

O programa também disponibiliza três combinações:

  • Duas caixas de 2,5 mg e 5 mg por R$ 2.250
  • Duas caixas de 7,5 mg e 10 mg por R$ 3.998
  • Duas caixas de 12,5 mg e 15 mg por R$ 4.598

Os preços podem sofrer alterações por causa dos impostos estaduais e das políticas comerciais das farmácias participantes.

Medicamentos falsificados representam risco à saúde

O aumento da procura pelas canetas emagrecedoras também impulsionou o mercado irregular. Autoridades têm apreendido produtos falsificados, importados ilegalmente ou manipulados sem fiscalização sanitária adequada.

Em janeiro, uma paciente precisou ser internada com complicações neurológicas e dores abdominais depois de utilizar uma versão de tirzepatida adquirida no Paraguai.

Especialistas alertam que produtos comercializados sob outras nomenclaturas não possuem equivalência comprovada com o Mounjaro e podem apresentar risco de contaminação por toxinas ou microrganismos.

Esses medicamentos também precisam ser armazenados e transportados sob condições específicas de temperatura. O contrabando pode interromper a cadeia de refrigeração, comprometer a eficácia do produto e aumentar a possibilidade de reações adversas.

A orientação é desconfiar de preços muito abaixo dos praticados nas farmácias, ofertas em redes sociais e vendas sem receita. A aquisição deve ser feita em estabelecimentos autorizados, sempre após avaliação médica.

Leia mais:
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