A medida representa mais um capítulo no desgaste das relações diplomáticas e comerciais entre Brasília e Washington.
A decisão de cancelar a autorização de entrada da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, foi anunciada pela administração de Donald Trump na última terça-feira. A retaliação norte-americana ocorre diretamente em resposta à postura do governo brasileiro, que optou por não conceder o aval diplomático necessário para que Daniel Perez assumisse a chefia da embaixada dos Estados Unidos no país.
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A tensão entre as duas nações vem se acumulando nas últimas semanas por decisões tomadas de lado a lado. Antes de ter o documento de sua representante cancelado, a diplomacia brasileira já havia negado o ingresso de dois integrantes da gestão Trump. Os auxiliares norte-americanos pretendiam desembarcar em território nacional com a intenção de questionar o funcionamento do sistema eleitoral do país.
O impacto na relação bilateral e a postura do Itamaraty
Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores não emitiu qualquer pronunciamento oficial sobre a decisão que atingiu a diplomata. O silêncio do Itamaraty reflete a delicadeza do momento enfrentado pelos dois canais diplomáticos, que passam por um período de forte distanciamento e atritos recorrentes.
Além dos entraves no campo diplomático, o cenário econômico também tem sido afetado pelas divergências políticas. A relação comercial entre os países sofreu baixas significativas após o governo dos Estados Unidos impor duas rodadas sucessivas de tarifas financeiras direcionadas ao setor produtivo nacional, consolidando um dos momentos mais complexos da agenda bilateral recente.
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